Trajetória

Eu não cheguei à Neuropsicopedagogia por acaso.

Há 17 anos atuo como Assistente Social acompanhando famílias atípicas. Ao longo desse caminho, aprendi que compreender uma pessoa é sempre o primeiro passo para ajudá-la. Ao me tornar mãe atípica, esse aprendizado se tornou experiência vivida e aprofundou meu olhar sobre a neurodivergência.

Mais tarde, recebi meu diagnóstico tardio e, como tantas mulheres, precisei revisitar o passado e reconstruir a forma como eu me enxergava. Foi por encontro entre a minha trajetória profissional, a maternidade atípica e o diagnóstico tardio que escolhi a Neuropsicopedagogia. que nasceu o Traduzindo Mentes: um espaço dedicado a traduzir funcionamentos para que outras mulheres e famílias possam construir uma vida mais leve.

Traduzir é diferente de explicar

Explicar um diagnóstico é importante. Traduzir o que ele significa para a sua vida é outra coisa.

Traduzir é compreender por que determinadas situações te esgotam, por que algumas tarefas parecem impossíveis e por que estratégias que funcionam para outras pessoas, talvez, nunca tenham funcionado para você.

É dessa compreensão que nasce uma mudança que faz sentido.